ESTE É UM PROJETO QUE FOI DESENVOLVIDO COM TODAS AS SÉRIES FINAIS NA ÁREA DE LINGUAGEM.
1. Introdução
Quando pensamos em leitura, logo nos vem à mente a ideia de atividade mecânica de decodificação dos signos. No entanto, ler é mais que isso, é atribuir um significado ao texto, seja ele verbal ou não verbal, o qual é entendido como processo e não produto, já que é construído na interação. Além do mais, a leitura é uma forma de percepção, posto que ela não se reduz ao texto, mas também à realidade, ao mundo que nos rodeia, que é, inclusive, objeto de nossas primeiras leituras, como assegura Paulo Freire.
Todavia, afirmam Silva e Abjadid (2005) que quando nos referimos à leitura de textos, é importante sabermos que só há atribuição de significados quando o leitor associa ao conhecimento de mundo um conhecimento linguístico. É o que se chama de interação de diferentes níveis de conhecimento. Ao se apropriar desses saberes, o leitor ficará apto à leitura e, consequentemente, terá mais chances de alcançar o conhecimento. Desse modo, quando mais conhecimento de mundo e mais conhecimento da língua alguém possua, mas apto estará
para ler.
O projeto que se propõe traz essa discussão quando recomenda mais leitura nas aulas ministradas por professores. A ideia principal é, em colaboração com professores de português, criar metodologias em que a leitura seja a meio principal de acesso ao conhecimento. Para isso, o que se pretende é integrar professores de áreas diversas, para discutir, elaborar e aplicar estratégias que visem desenvolver as competências leitoras nos alunos.
2.Justificativa
A prática escolar tem-nos comprovado que sem leitura torna-se quase impossível ao aluno o prosseguimento nos estudo como rege a LDB 9.394/96, art. 35, dentre outras finalidades que ali se propõe. O relativo número de alunos em nossa escola, que apresentam dificuldade de leitura, bem como o baixo nível de interpretação me inquietou, levando-me a questionar minha própria prática e a rever meu papel social na escola. Levando em conta o já citado, constatou-se que uma das causas que mais contribuem era a dificuldade de leitura entre os alunos. A unanimidade dos colegas em relação a isso nos deu fôlego e impulso para elaborar este projeto, já que tal situação não poderia continuar a existir.
A ausência de estratégias, ou mesmo de atividades, de leitura direcionadas, em detrimento de aulas de gramáticas, que pouco favorecem o uso efetivo da língua (seja por meio da leitura seja por meio da escrita), e nem desenvolvem a competência crítica discursiva dos alunos, posto que se centralizam na memorização de nomenclaturas, classificação de elementos, dentre outros conteúdos ineficazes do ponto de vista funcional e pragmático da língua, conforme Antunes (2003), têm deixado as aulas de português um tanto quanto “improdutivas”. Por causa disso, sobra pouco, ou quase não sobra, tempo para atividades de leitura, produção de textos, atividades orais, as quais permitiriam ao aluno um domínio muito maior do conhecimento da língua. Soma-se isso a concepção de que ensinar a ler e a escrever sejam tarefas apenas do professor de português. São poucos os professores de outras áreas do saber que se preocupam com aspectos textuais dos trabalhos de seus alunos, por exemplo.
É evidente que não se aprende a ler, nem dominar estratégias de leitura, de uma hora para outra. Daí o porquê de a escola primar por esse aprendizado ao longo do currículo pelo qual o aluno deva passar. E mais, atividades dessa natureza não devem ocorrer de forma individualizada, mas devem ser incorporadas por todos os professores para que surtam resultados positivos, visto que nenhuma disciplina prescinde desse saber. O aluno que saber ler tem chances enormes de transitar por qualquer área do conhecimento sem maiores dificuldades: será capaz de interpretar problemas matemáticos; aplicar fórmulas adequadas em questões de física; compreender melhor as relações químicas; associar conhecimentos históricos, filosóficos, e até sociológicos, com os de literatura, ou de outras áreas; criar, a partir do que ler, seus próprios conceitos; produzir textos com mais facilidade, posto que será capaz de organizar de forma lógica o que aprende; perceber que determinadas construções da língua, se utilizadas em situações e com intenção diferentes, implicarão sentidos inversos, como no caso da ironia; e tantas outras situações e atividades que poderíamos enumerar aqui. Tornando-se um bom leitor, o aluno terá mais acesso às informações,podendo exercer de fato sua cidadania. Do exposto é que se justifica a implantação e execução deste projeto.
3. Objetivos:
Geral: Desenvolver a competência leitora nos alunos, a fim de favorecer o aprendizado e diminuir a evasão durante as aulas de leitura.
Específicos:
Incentivar o professor a ler, para ampliar seus conhecimentos e poder auxiliar o aluno no processo de ensino-aprendizagem.
Utilizar nas aulas diversas estratégias de leitura e com os mais variados gêneros textuais;
Auxiliar o aluno na leitura de textos a partir de mecanismos de coesão.
Desenvolver atividades para as quais a leitura seja o meio principal.
4.Metodologia:
Para a realização deste projeto, várias ações devem ser desenvolvidas, tais como: Realização das oficinas: para esse momento, devem-se reservar pelo menos duas horas-aula , discussão, elaboração de aulas, escolha dos recursos, textos, e de ambientes em que poderão ocorrer as aulas, como laboratório das TIC, biblioteca, sala de aula, ou outro espaço. Lembrar que, periodicamente, os alunos se reunirão para socializar suas experiências, rever estratégias, discutir o processo, criar seus textos, etc.
Atividades práticas:
Para essa etapa, deve ficar claro que cada aluno precisará ser dinâmico e criativo e possibilitar o contato com todos os tipos de gêneros textuais que irão facilitar a construção do conhecimento (slides, charges,imagens, textos dissertativos, histórias, transparências, gráficos, painéis, álbum seriado, vídeos, blogs, mapas, etc...). O uso desses recursos deve estar pautado nas estratégias de leitura, que serão diferentes, dependendo do tipo de texto a ser utilizado e da metodologia a ser aplicada. O uso da biblioteca, dos ambientes das TICs, ou de outro pré-estabelecido, irá depender da metodologia que o professor programe o encontro com os alunos. E é interessante que aja, inclusive, mobilidade quanto aos ambientes de aprendizagem, com já propõem várias teorias contemporâneas, pois isso dinamiza e torna as aulas menos corriqueiras. Vale lembra que, cada professor, deve ter em mente que o foco não é o conteúdo da aula, mas a leitura desse conteúdo, ou seja, facilitar, auxiliar o aluno à leitura desses conteúdos, fazendo inferências, questionamentos, discutindo opiniões, indicando pistas lingüísticos, etc. Tudo para fazer o aluno construir o conhecimento a partir do que ler, tornado-o mais independente.
Avaliação:
Não deve haver uma fórmula de avaliação. E nesse caso, deve-se primar pelo caráter qualitativo, ou seja, participação dos alunos nas atividades, suas possíveis leituras, inferências, construção de textos realizados a partir de suas leituras, etc. As estratégias de leitura são diversas, mas deve-se ter cuidado para não reduzir à avaliação a momentos isolados. A melhor avaliação, nesse caso, deverá ocorrer ao longo do processo de ensino-aprendizagem. No entanto, nada impede por exemplo que, em datas definidas, se possa fazer socialização de trabalho construídos pelos alunos nas aulas, como por exemplo: cartazes, comentários, construção de conceitos, seminários, resenhas, desenhos, etc., os quais podem ser aproveitados como estratégias de ensino, além de servirem para apontar possíveis resultados do projeto.
5.REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
_______________. Por uma gramática além das pedras. São Paulo: Parábola, 2005.
_______________. Lutar com palavras. Coesão e coerência. São Paulo: Parábola, 2005.
BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia (Orgs.) Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo, Parábola,
2005.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Oficina de texto. 4ª Ed. São Paulo: Vozes, 2003.
FÁVERO, Leonor. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 1991.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLE, Platão. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006.
GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. 26ª Ed. São Paulo: FGV, 2006.
GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1994.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1990.
KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2007.
NAVARRO, Pedro (Org.). Estudos do texto e do discurso: mapeando conceitos e métodos. São Paulo: Clara Luz, 2006.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Oficina de texto. 4ª Ed. São Paulo: Vozes, 2003.
FÁVERO, Leonor. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 1991.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLE, Platão. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006.
GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. 26ª Ed. São Paulo: FGV, 2006.
GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1994.
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KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2007.
NAVARRO, Pedro (Org.). Estudos do texto e do discurso: mapeando conceitos e métodos. São Paulo: Clara Luz, 2006.
PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Leitura e (re)escritura de textos: subsídios teóricos e práticos para o seu ensino. 3ª Ed.São Paulo: Respel, 2001.
NÃO FOI FÁCIL LER COM ESTA TURMINHA MAS...
VEJAM SÓ...
LENDO, LENDO, LENDO... QUE LINDO!
CONCENTRADOS..
LENDO E APRENDENDO...
CANTINHO DA LEITURA PARA TODOS...ATÉ PARA OS GRANDINHOS...
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